Entre São Paulo e Copenhague, Gabriel atravessa mais do que continentes: percorre o abismo deixado pela morte dos pais e pela ruptura com a fé que um dia sustentou sua vida. Marcado pela dor, ele passa a enxergar a fé em Deus como sua maior antagonista — uma presença incômoda que contradiz sua pergunta mais íntima: se Deus existisse, por que seus pais teriam morrido?
Em Copenhague, uma das cidades mais seculares do mundo, Gabriel encontra o ambiente perfeito para tentar silenciar qualquer vestígio de crença. Contudo, enquanto luta para não crer, a ausência de Deus não lhe traz o alívio esperado. Cercado por uma cultura que relativiza o sagrado e valoriza a autonomia absoluta, ele enfrenta um conflito interno cada vez mais intenso, no qual razão, dor e identidade colidem.
Dividido entre o passado que o formou e o presente que o desafia, Gabriel precisa decidir se a negação da fé é, de fato, liberdade — ou apenas outra forma de prisão. Copenhague é um romance sobre perda, questionamento e a inquietante busca por sentido quando todas as certezas parecem ter sido enterradas junto com aqueles que se amava.
Mais sobre Gabriel ...
Gabriel cresceu cercado pela fé. Filho de uma tradição cristã sólida, aprendeu desde cedo as orações, os hinos e os costumes da igreja. Mas, com o tempo, aquilo que deveria ser convicção transformou-se apenas em herança — uma fé repetida, mas nunca realmente escolhida. Cansado de viver o que considera uma espiritualidade automática, Gabriel toma uma decisão radical: tirar “férias de Deus”.
Determinado a provar que pode construir o próprio destino sem religião, ele deixa São Paulo rumo a Copenhague, levando consigo apenas seus sonhos de sucesso, independência e uma vida livre de qualquer compromisso espiritual. Em meio ao frio escandinavo, novos encontros, oportunidades e desafios começam a moldar sua jornada. Mas quanto mais tenta se afastar da fé que marcou sua infância, mais a vida parece conduzi-lo a perguntas que ele não consegue ignorar.
Entre conquistas profissionais, crises silenciosas e diálogos que atingem sua consciência, Gabriel descobre que fugir de Deus pode ser mais difícil do que imaginava. E, quando sua vida parece desmoronar justamente no momento em que acredita estar no controle, uma frase ecoa como um chamado inesperado:
— “Sabe, Gabriel, às vezes Deus nos quebra para reconstruir a nossa fé de outro jeito.”
Em uma jornada entre dois continentes e dentro do próprio coração, Gabriel precisará descobrir se a fé é apenas um costume herdado… ou uma escolha que pode transformar completamente o rumo de sua vida.
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Este romance nacional de Marcelino de Alencar, "Copenhague - Desejo de Liberdade", explora os limites da culpa e a busca por recomeços através de uma narrativa psicológica intensa. A história acompanha personagens em busca de redenção, ambientada em cenários envolventes que provocam reflexão sobre escolhas e superação.