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Lúcifer caminhava pelas extensões celestiais, sua luz dourada oscilando com a inquietação que consumia seu ser. Ele soubera do Conselho. Os anjos falavam em murmúrios, e o rumor se espalhara como um vento sutil: o Altíssimo, junto ao Filho, havia traçado um plano magnífico e incompreensível — o Plano da Salvação da humanidade, uma criação que ainda sequer existia.
Mas Lúcifer não fora convidado.
Ele, o portador da luz, o regente do coro celestial, o mais belo e sábio entre os anjos, fora deixado de lado. O plano, dizia-se, envolvia o Filho de Deus assumindo uma nova posição — uma união misteriosa com uma raça de seres menores, frágeis, feitos do pó. E a Ele seria concedida autoridade não apenas sobre os homens, mas também sobre os próprios anjos.
A revelação ardeu dentro de Lúcifer como fogo e fel. Ele sentia que merecia um lugar ao lado do Criador para deliberar tamanha decisão. Afinal, sua sabedoria não era comparável à de qualquer outro anjo? Por que Miguel, Gabriel e os outros aceitavam isso tão passivamente? Por que o Filho deveria ser exaltado acima dele?
A inveja crescia silenciosa, alimentada por suas próprias reflexões. E onde antes havia adoração, agora havia ressentimento.
“Se ao Filho é dada tal honra,” pensava ele, “por que não a mim, que sou seu igual? Por que Ele deve ser o centro de toda a criação futura, enquanto eu, o mais brilhante dos anjos, sou deixado de fora?”
Lúcifer começou então a espalhar suas palavras com mais fervor entre os anjos. Ele não gritava sua rebeldia — ainda não. Ele a semeava em forma de dúvidas e raciocínios aparentemente justos.
— Se Deus é realmente justo — dizia ele, com voz suave e firme —, por que não somos todos chamados para participar das grandes decisões do Céu? Por que só o Filho deve ser exaltado? Será que nossa lealdade inquestionável não nos dá o direito de sermos ouvidos?
Os anjos o ouviam. Muitos se afastavam, inquietos, mas outros ficavam, encantados com a lógica ardilosa que se infiltrava em seus corações. Lúcifer se apresentava não como um rebelde, mas como um defensor da liberdade e da igualdade entre os exércitos celestiais. Ele se via como um libertador, lutando contra uma monarquia tirânica e centralizadora.
Mas dentro dele, a verdade era mais amarga: ele não queria igualdade. Ele queria o trono.
O Conselho prosseguira sem ele, e o plano estava selado. O Filho de Deus seria o canal pelo qual a nova criação existiria, e Ele seria o elo entre o Céu e a humanidade. Mais que isso — Ele seria o Salvador, caso aquela frágil raça caísse.
Lúcifer não conseguia aceitar. Um dia, ele se disse, provaria que Deus estava errado. Provaria que ele mesmo era o mais digno de governar, que o Altíssimo era injusto em exaltar o Filho acima dele.
Na vastidão do Céu, o brilho de sua glória ainda não havia empalidecido. Mas, em seu coração, a luz já começava a morrer.
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